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Philips

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Para outros significados de Philips, veja Philips (desambiguação).
Philips
Sede mundial em Amsterdã, Países Baixos
Razão socialKoninklijke Philips N.V.
Empresa de capital aberto
CotaçãoEuronext: PHIA
NYSE: PHG
B3: PHGN34
AtividadeEletroeletrônicos
Fundação15 de maio de 1891 (135 anos) em Eindhoven
Fundador(es)Gerard Philips
Anton Philips
SedeAmesterdão, Países Baixos
Área(s) servida(s)Mundialmente
Pessoas-chave
EmpregadosAumento 78 189 (2021)[3]
ProdutosEletrodomésticos
Iluminação
Equipamento médico
DivisõesPhilips Consumer Lifestyle
Philips Healthcare
Philips Lighting
Valor de mercado€ 29 bilhões (2021)[3]
AtivosAumento € 30.25 bilhões (2021)[3]
LucroBaixa € 3.32 bilhões (2021)[3]
FaturamentoBaixa € 17.15 bilhões (2021)[3]
Websitewww.philips.com/

Philips, estilizado como PHILIPS (Euronext: PHI, NYSE: PHG, B3: PHGN34 ) — também denominada Koninklijke Philips —, é uma empresa holandesa de produtos voltados a tecnologia e produtos de consumo e estilo de vida. A empresa foi fundada na cidade de Eindhoven, tendo sua sede posteriormente transferida para Amesterdã, ambas nos Países Baixos.[7][8]

História

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Fundação e expansão inicial

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Gerard Philips (1858–1942), fundador da companhia.

A Philips & Co. foi fundada em Eindhoven em 1891 por Gerard Philips e seu pai, Frederik Philips, com a finalidade de produzir lâmpadas elétricas incandescentes.[9] O irmão mais novo de Gerard, Anton Philips, ingressou na sociedade em 1895, impulsionando a expansão de suas operações comerciais.[10]

A primeira fábrica da Philips em Eindhoven, atualmente preservada como museu público (julho de 2008).

A empresa foi transformada na sociedade anônima N.V. Philips' Gloeilampenfabrieken em 11 de setembro de 1912.[11] Em 1914, a Philips inaugurou seu laboratório de física, que viria a ser amplamente conhecido como NatLab. As pesquisas realizadas no laboratório subsidiaram desenvolvimentos pioneiros em sistemas de iluminação, telecomunicações por rádio e equipamentos de diagnóstico médico por raios X.[9]

A Philips recebeu o predicamento real neerlandês (Koninklijk) outorgado pela rainha Guilhermina em 1916, embora o termo Koninklijke só tenha sido incorporado à sua razão social legal em 1998.[12] Em 1924, a companhia integrou-se a outros grandes fabricantes internacionais do setor de iluminação, entre os quais a Osram, na constituição do cartel Phoebus.[13]

Rádio e produtos de consumo

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Certificado de ação da Philips Gloeilampenfabrieken emitido em 14 de dezembro de 1928.

Em março de 1927, transmissões experimentais em ondas curtas geradas nos laboratórios da Philips em Eindhoven pelo transmissor PCJJ foram recebidas com sucesso nas Índias Orientais Neerlandesas. A Philips passou então a participar da radiodifusão internacional de ondas curtas, incluindo emissões associadas à Philips Omroep Holland-Indië (PHOHI).[14]

O locutor Eddie Startz começou a apresentar o programa radiofônico Happy Station por meio da emissora PCJJ em 1928. O formato continuou no serviço de transmissão internacional neerlandês após a Segunda Guerra Mundial.[15]

Receptor de rádio Philips modelo 930A (apelidado de "Capela"), lançado em 1931.

Na década de 1930, a Philips diversificou suas operações na eletrônica de consumo. Em 1939, introduziu o Philishave, aparelho de barbear elétrico rotativo concebido pelo engenheiro Alexandre Horowitz.[16]

Pesquisas sobre o motor Stirling

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A Philips exerceu papel destacado no renascimento do motor Stirling no século XX. Durante a década de 1930, engenheiros de pesquisa da empresa investigaram a viabilidade do motor como gerador autônomo de eletricidade para receptores de rádio portáteis em regiões sem acesso a redes elétricas ou baterias confiáveis.[17]

Os estudos prosseguiram durante e após a Segunda Guerra Mundial. No final da década de 1940, a Philips concluiu o desenvolvimento de um grupo gerador denominado MP1002CA (conhecido como Bungalow set). A rápida diminuição dos requisitos de potência trazida pela introdução dos rádios transistorizados reduziu a demanda comercial por esses geradores.[18]

A empresa manteve investigações sobre o ciclo Stirling ao longo de várias décadas, obtendo sucesso na aplicação do princípio em regime invertido como criorrefrigerador industrial.[19]

Segunda Guerra Mundial

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Com a invasão alemã dos Países Baixos em maio de 1940, diversos diretores executivos da Philips deixaram o país, enquanto Frits Philips, filho de Anton Philips, permaneceu na chefia das instalações industriais em Eindhoven.[20][21]

Em 6 de dezembro de 1942, a Força Aérea Real Britânica (RAF) executou a Operação Oyster, uma incursão de bombardeio a baixa altitude contra os complexos da Philips em Eindhoven que fabricavam componentes requisitados pelo esforço bélico alemão. O ataque causou severos danos estruturais às fábricas, além de baixas civis e destruição em bairros circunvizinhos.[22][23]

Durante a ocupação militar nazista, uma oficina composta por operários judeus prisioneiros funcionou no campo de concentração de Vught para atividades produtivas ligadas à Philips. Dos 469 operários judeus alocados na unidade, 382 sobreviveram até o fim da guerra.[21] Frits Philips foi posteriormente reconhecido pelo instituto Yad Vashem como um dos Justos entre as Nações por sua atuação para preservar os trabalhadores judeus da deportação aos campos de extermínio.[24]

Expansão pós-guerra e eletrônicos de consumo

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Após a Segunda Guerra Mundial, a Philips reconstruiu suas unidades produtivas e expandiu seus negócios globais. A empresa consolidou-se como produtora de televisores, equipamentos de som e outros aparelhos de consumo, preservando concomitantemente suas divisões de lâmpadas e tecnologia médica.[9]

A Torre de Luz (Lichttoren) em Eindhoven, fábrica de lâmpadas convertida posteriormente em escritórios da empresa (agosto de 2012).
O Evoluon, centro de exposições científicas inaugurado pela Philips em Eindhoven em 1966 (agosto de 2015).

Em agosto de 1963, a Philips apresentou seu primeiro gravador de fita cassete na feira Funkausstellung, em Berlim.[25] O formato Compact Cassette estabeleceu-se como padrão mundial para gravação e reprodução de áudio.[26]

Gravador e reprodutor portátil de fita cassete da Philips (modelo D6350).

No início da década de 1970, a empresa lançou o videocassete N1500. O Science Museum Group define o N1500 como o primeiro gravador de vídeo doméstico prático; o equipamento combinava sintonizador de televisão e temporizador mecânico, efetuando gravações diretamente em fitas magnéticas protegidas por cartuchos plásticos.[27]

Philips CD-100, um dos primeiros reprodutores comerciais de CD.

Entre o fim da década de 1970 e o início dos anos 1980, a Philips cooperou com a Sony na definição dos parâmetros técnicos e na introdução do disco compacto (CD). As duas corporações formularam o padrão de forma conjunta, com os primeiros dispositivos de reprodução e mídias comerciais ingressando no mercado entre 1982 e 1983.[28][29]

Kees Schouhamer Immink, cientista da Philips cujas pesquisas resultaram nos esquemas de codificação aplicados ao compact disc.

O pesquisador da Philips Kees Schouhamer Immink desenvolveu a modulação de código de oito para catorze (EFM, eight-to-fourteen modulation), arquitetura que foi integrada ao padrão normativo internacional do compact disc.[30]

Semicondutores e reestruturação corporativa

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Em 1984, a Philips e a ASM International fundaram a ASM Lithography (posteriormente denominada ASML) sob regime de joint venture com o propósito de comercializar sistemas de fotolitografia para bolachas de silício (steppers) projetados nos laboratórios da Philips. A companhia iniciou suas atividades operacionais em 1 de abril de 1984.[31]

Em 1987, a TSMC foi constituída em Taiwan por meio de uma parceria estratégica unindo o governo da República da China, a Philips e investidores institucionais privados.[32]

Entre o fim dos anos 1980 e o início da década de 1990, a Philips submeteu suas operações a uma reestruturação de larga escala em decorrência de prejuízos acumulados. Em 1990, sob a liderança do diretor executivo Jan Timmer, anunciou o desligamento de cerca de 10.000 empregados dentro do programa emergencial de controle orçamentário.[33]

Em 1991, a Digital Equipment Corporation firmou contrato de aquisição para absorver a maioria das divisões de computação da Philips, englobando os segmentos de minicomputadores, infraestrutura de redes locais e terminais bancários automatizados.[34]

A denominação estatutária da controladora foi alterada de N.V. Philips' Gloeilampenfabrieken para Philips Electronics N.V. em 6 de maio de 1994; para Koninklijke Philips Electronics N.V. em 1 de abril de 1998; e para Koninklijke Philips N.V. em 15 de maio de 2013.[11]

Em outubro de 1997, a diretoria executiva deliberou pela transferência da sede corporativa mundial de Eindhoven para Amsterdã, mudança implementada a partir de 1998.[35]

Lema comercial "Sense and Simplicity", introduzido pela Philips em 2004.

Em 2006, a corporação promoveu a segregação de seus ativos na área de semicondutores. Em 29 de setembro de 2006, concluiu a venda de uma fatia de 80,1% dessa divisão para um consórcio financeiro formado por Kohlberg Kravis Roberts, Silver Lake Partners, Bain Capital, Apax Partners e AlpInvest Partners. Essa unidade independente originou a NXP Semiconductors, tendo a Philips conservado temporariamente uma participação residual.[36]

Transição para o setor de tecnologia médica

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Ao longo dos anos 2010, a Philips descontinuou progressivamente suas linhas de eletrônicos de consumo clássicos para concentrar suas operações e investimentos na tecnologia em saúde e equipamentos médicos.

Em abril de 2012, concluiu a alienação de grande parte de sua produção de televisores para a TP Vision, sociedade conjunta estabelecida com 70% de participação societária da TPV Technology e 30% da Philips.[37]

A cisão do segmento de iluminação ocorreu formalmente em 2016. A entidade autônoma resultante, Philips Lighting N.V., alterou sua denominação social para Signify N.V. em maio de 2018, preservando o uso mercadológico da marca Philips em seus produtos sob contrato de licenciamento industrial.[38]

Em setembro de 2021, a Philips concluiu a venda de sua divisão de eletrodomésticos (Domestic Appliances) para a gestora global de investimentos Hillhouse Investment, mantendo um contrato de cessão da marca Philips a longo prazo.[39] Em fevereiro de 2023, essa unidade fabril independente adotou o nome comercial Versuni.[40]

Roy Jakobs assumiu os cargos de presidente e diretor executivo da companhia em 15 de outubro de 2022, sucedendo a Frans van Houten.[41]

Em janeiro de 2023, diante de impactos decorrentes de processos judiciais e do recolhimento de respiradores da divisão Philips Respironics, a corporação comunicou o desligamento adicional de 6.000 funcionários em escala mundial em um período de dois anos, somando-se às 4.000 demissões anunciadas em 2022.[42]

Em 2025, o plano de negócios da Philips dividia-se em três pilares operacionais centrais: Diagnóstico e Tratamento (Diagnosis & Treatment), Cuidados Conectados (Connected Care) e Saúde Pessoal (Personal Health).[43]

Em 15 de janeiro de 2026, a Philips concluiu a incorporação da SpectraWAVE, fabricante norte-americana de sistemas biomédicos de imagem intravascular coronariana e diagnóstico fisiológico, alocando a tecnologia adquirida no escopo de sua divisão de Diagnóstico e Tratamento.[44]

Cronologia

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Máquina de imagem por ressonância magnética da Philips
Osciloscópio da Philips
  • 1891, Philips é fundada quando o engenheiro físico Gerard Philips junto com seu irmão Anton, com formação comercial, se dispõe a produzir lâmpadas incandescentes na zona de Eindhoven, província de Brabante do Norte nos Países Baixos.[7][8]
  • 1918, como o negócio funcionou graças a qualidade de suas lâmpadas e a habilidade comercial de Anton, em poucos anos introduziram um tubo de raios X médico e um serviço de reparação de aparelhos radiográficos: surgindo assim a divisão de sistemas médicos.
  • 1925, primeiros experimentos da companhia com a televisão.
  • 1927, se inicia a produção de rádios, sistemas combinados e outros pequenos electrodomésticos.
  • 1940, quando começou a Segunda Guerra Mundial, as fábricas do país foram destruídas pelos bombardeios realizados pela Luftwaffe. A empresa se instalou na Bélgica, nos Estados Unidos e na Inglaterra.
  • 1950, foi fundada a Philips Records.
  • 1965, produziu seu primeiro circuito integrado experimental e começou a lançar equipamentos eletrônicos transistorizados.
  • 1972 Philips fundou a gravadora PolyGram.
  • 1978, introduziu seu primeiro aparelho VHS fabricado no Reino Unido e começou a produzir em massa seus radiogravadores transistorizados.
  • 1983, fruto do trabalho conjunto com a Sony, lançou o CD (compact disc).[7]
  • 1995, o DVD, desenvolvido pela Philips em conjunção com a Sony e a Toshiba, foi lançado.
  • 1998, a Philips Royal Electronics vendeu a gravadora PolyGram para a Seagram, que fundiu a PolyGram com a MCA, formando a Universal Music Group.
  • 2001, Philips lançou a cafeteira Senseo.
  • 2001, a Philips e a LG iniciaram uma joint venture para produção de monitores LG Philips.
  • 2001, a sede da Philips foi transferida de Eindhoven para Amsterdã.
  • 2007, a Philips trouxe, para o Brasil, o televisor Aurea, com a nova tecnologia Ambilight Spectra, que aumentava a tela.
  • 2007, Philips e GoGear lançaram a linha de MP3 e MP4 players no Brasil.
  • 2008, a Philips trouxe para o Brasil a linha de tevês Design Collection.
  • 2009, a linha Design Collection passou por mudanças estéticas e ganhou novas funções, como conversor digital e Full HD.
  • 2009, entrou em produção a primeira lâmpada com tecnologia LED da Philips. Seu consumo era setenta por cento menor que o das lâmpadas fluorescentes.
  • 2010, a Philips introduziu, no mercado, a linha de tevês Image Collection, com tecnologia LED e Ambilight Spectra II.
  • 2010, chegou ao mercado a primeira tevê LED 3D da Philips.
  • 2010, a Philips comprou a empresa Wheb Sistemas de Blumenau/SC, empresa desenvolvedor do sistema de gestão hospitalar TASY.
  • 2011, a Philips renovou sua linha de cafeteiras Senseo, agora com novo design.
  • 2012, a Philips vende a marca Senseo para a empresa Sara Lee Corp por €170 milhões.[45]
  • 2014, Philips vende seu departamento audiovisual à Gibson Brands, Inc. por € 135 milhões.[46]
  • 2014, a Philips compra a empresa estadunidense Volcano Corporation, especializada em tecnologia hospitalar, por US$ 1,2 bilhão.[47]
  • 2015, Philips vende o departamento de iluminação a grupo de investidores americanos.[48][49]

Remodelação estrutural

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Sede da Philips em Amsterdã, nos Países Baixos.

Em 2014, a Philips anunciou, em comunicado oficial,[50] a venda de todo seu departamento responsável pelos produtos relacionados a áudio, vídeo, multimídia e acessórios para a Gibson Brands, Inc. pelo valor de € 135 milhões, além de algumas taxas de licença enquanto utilizar a marca Philips.

Com a venda, a Gibson assume a fabricação e distribuição de todos os produtos voltados a audiovisual e acessórios, como fones de ouvido, Home theater, DVD/Blu-ray players, caixas de som, pilhas,[51] bem como a linha GoGear,[52] antes fabricados pela Philips.

Em 2016, em novo comunicado oficial,[53] a Philips anuncia a venda do restante de sua participação no departamento de iluminação para o grupo estadunidense Apollo Global Management.

Com as vendas dos referidos departamentos, a empresa se remodela estruturalmente, passando a focar apenas em produtos voltados ao bem-estar e tecnologia médica.[8]

Logo antigo da empresa
  • 1891-1922: Gerard Philips
  • 1922-1939: Anton Philips
  • 1939-1961: Frans Otten
  • 1961-1971: Frits Philips
  • 1971-1977: Henk van Riemsdijk
  • 1977-1981: Nico Rodenburg
  • 1982-1986: Wisse Dekker
  • 1986-1990: Cornelis Van der Klugt
  • 1990-1996: Jan Timmer
  • 1996-2001: Cor Boonstra
  • 2001-2011: Gerard Kleisterlee
  • 2011-2022: Frans van Houten
  • 2022-presente: Roy Jakobs
Fone de ouvido Philips.

Fundada em Eindhoven, nos Países Baixos, em 1914, a Philips Research é, hoje, uma das maiores organizações mundiais privadas de pesquisa e investigação, com laboratórios nos Países Baixos, na Bélgica, na Inglaterra, na Alemanha, nos Estados Unidos, na China e na Índia, empregando 2 100 profissionais.

A sua pesquisa está centrada nas áreas estratégicas da Philips: cuidados com saúde, estilo de vida e tecnologia.

Patrocínio

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Philips Stadion, em Eindhoven, Países Baixos.

A empresa sempre esteve associada ao time de futebol holandês PSV Eindhoven, uma vez que o clube se originou como um time de funcionários da empresa. O patrocínio da empresa ao clube foi um dos mais longevos da história do futebol, 34 anos (1982—2016).[54][55]

Philips Stadion

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A empresa detém os direitos de nome do estádio de futebol do PSV Eindhoven, o Philips Stadion.

Philips Arena

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Localizada em Atlanta, nos Estados Unidos, a Philips Arena é a "casa" do time de basquete Atlanta Hawks. A Philips detém os direitos de nome desde 1999.[56]

No futebol

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No Brasil, a empresa é patrocinadora oficial do Operário desde 2023. Em 2024 renovou com o clube e durará até o fim de 2024.[57]

Philips do Brasil

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A Philips do Brasil é uma subsidiária da Royal Philips Electronics dos Países Baixos e atua no país há mais de cem anos.[58] Foi inaugurada em 28 de julho de 1924, no Rio de Janeiro, para a importação e venda dos produtos Philips fabricados na Holanda, e, em 1929, começa a vender receptores de rádio. Na década de 1930, a Philips fabricava lâmpadas e receptores de rádio no Brasil.[59]

A expansão deveu-se à Segunda Guerra Mundial, época em que as indústrias europeias procuravam países neutros para desenvolver novas tecnologias. Após a guerra, a Philips teve grande expansão industrial no Brasil e foi um dos primeiros grupos a se estabelecer na Zona Franca de Manaus. Na década de 1970, a Philips Records era uma das mais importantes indústrias fonográficas brasileiras.[59]

Philips-Inbelsa

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Central telefônica UDK fabricada pela Philips-Inbelsa sendo inaugurada pela COTESP (1974).

Sentindo a necessidade da implantação da indústria de telecomunicações no Brasil, foi fundada em 1933 por Roberto Simonsen e mais um grupo de pioneiros a Cacique - Indústria Paulista de Eletricidade. Dez anos mais tarde, a empresa firmava um acordo com a Philips para produzir no Brasil equipamentos especializados para fins diversos, mudando seu nome para Indústria Brasileira de Eletricidade S.A. (INBELSA), que se tornou anos mais tarde uma divisão da Philips do Brasil.[60][61]

Dentre diversos setores, tiveram grande destaque as atividades da empresa nas telecomunicações, sendo pioneira por várias vezes no país:[62][63][64]

Atualmente

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A subsidiária brasileira atua com a marca Walita, que é a divisão da Philips para produtos eletroportáteis, tais como liquidificadores, batedeiras, espremedores de frutas, etc.[71]

Em 2018, uma investigação da Polícia Federal do Brasil revelou que entidades da empresa relacionadas aos produtos médicos participaram, durante o período de 1996 a 2017, de um esquema batizado de "clube do pregão internacional", incluindo outras empresas, com o objetivo de acumular vantagens ilícitas através do pagamento de propinas à classe política fluminense condenada no país.[72]

Registro ambiental

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Obsolescência programada

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A Philips foi participante ativa do cartel Phoebus de 1925, ao lado de fabricantes como a Osram, a Tungsram, a Associated Electrical Industries, a ELIN, a Compagnie des Lampes, a International General Electric e o grupo GE Overseas,[73] detendo cotas da corporação suíça proporcionais ao volume comercializado de suas lâmpadas. O cartel reduziu custos operacionais e atuou de forma concertada para fixar e padronizar a vida útil nominal das lâmpadas elétricas incandescentes em 1.000 horas[74] (reduzindo a média anterior, que chegava a 2.500 horas),[74] elevando simultaneamente os preços de venda sem concorrência livre. O comitê do cartel testava lotes de produção em laboratório e impunha sanções financeiras aos fabricantes cujas lâmpadas excedessem a marca de 1.000 horas de operação contínua.

Iniciativas ecológicas

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A Philips mantém a iniciativa EcoVision, que estabelece metas corporativas de sustentabilidade com foco prioritário em eficiência energética.[75] A empresa distingue suas linhas ecologicamente otimizadas com o selo Philips Green Logo, identificando produtos com desempenho ambiental sensivelmente superior ao de concorrentes diretos ou de gerações anteriores.[76]

Concurso L-Prize

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Em 2011, a Philips recebeu um prêmio de 10 milhões de dólares do Departamento de Energia dos Estados Unidos ao vencer a competição governamental L-Prize, promovida para viabilizar um substituto de alta eficiência energética e longa durabilidade para a tradicional lâmpada incandescente de 60 W.[77] A lâmpada LED vencedora, lançada no mercado consumidor em abril de 2012, entregava pouco mais de 900 lúmens demandando uma potência de entrada de apenas 10 W.[78]

Classificação no Greenpeace

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Na edição de 2012 do Guia para uma Eletrônica Mais Verde do Greenpeace, que classifica indústrias eletrônicas por critérios de sustentabilidade, gestão de impacto no clima e eficiência energética de produtos, a Philips figurou no 10.º lugar entre 16 empresas avaliadas, recebendo nota 3,8 de 10.[79] A companhia atingiu a liderança no segmento de energia devido à sua defesa pública para que a União Europeia adotasse uma meta de redução de 30% nas emissões de gases de efeito estufa até 2020. Obteve igualmente parecer favorável pelo desenvolvimento de aparelhos sem plástico PVC e isentos de retardadores de chama bromados (BFRs). Em contrapartida, o relatório apontou ressalvas quanto à cadeia de suprimentos de celulose para embalagens, recomendando diretrizes de compra que excluíssem fornecedores ligados ao desmatamento ou ao corte ilegal de madeira.[79]

A Philips apresentou progressos em relação à sua avaliação inicial de 2007 no relatório, notadamente ao subscrever o princípio da Responsabilidade Individual do Produtor, aceitando a corresponsabilidade pela destinação de componentes químicos perigosos provenientes do descarte de lixo eletrônico em aterros pelo mundo.[80]

Lâmpada de Dubai (Dubai Lamp)

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Em 2016, a Philips introduziu uma série de lâmpadas LED com eficiência luminosa de até 200 lm/W.[81][82] Desenvolvida em conjunto com a municipalidade de Dubai, a Dubai Lamp produz 600 lúmens consumindo uma potência de entrada de 3 W.[83][84]

Referências

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Ligações externas

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